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terça-feira, 16 de setembro de 2014

Demolição da ala norte do viadulto em Belo Horizonte

implosão do viaduto, dia 14/09/2014.
Na audiência, moradores pediram que fosse emitido um documento que ateste a segurança dos imóveis após a implosão. Ficou acordado que a associação de moradores vai receber uma cópia do laudo de vistorias na região. Em uma reunião na noite da segunda-feira (01/09/2014), eles reclamaram que, até o momento, não havia sido feito um inventário em cada apartamento, para verificar os bens de cada família.


A Justiça de Minas Gerais autorizou, na manhã da terça-feira (02/09/2014), a demolição da alça norte do Viaduto Guararapes, sobre a Avenida Pedro I, no bairro Planalto, na Região Norte de Belo Horizonte.
 A alça sul do Viaduto Guararapes desabou no dia 3 de julho deste ano, matando a motorista Hanna Cristina dos Santos e o ajudante de pedreiro Charlys Nascimento. Vinte e três pessoas ficaram feridas, Prédios vizinhos sofreram avarias com a queda, e moradores tiveram que deixar seus apartamentos.
A demolição da alça norte ficou combinada com a associação de Moradores para o dia 14 de setembro, às 9h. Os trabalhos de início de preparação para a demolição começam nesta quarta-feira (03/09), segundo o engenheiro Fábio Bruno. Estes primeiros dias de preparação foram dedicados a montar a logística da implosão, com a chegada de maquinário específico, que saiu do Rio de Janeiro.
Depois, técnicos da Defesa Civil de Belo Horizonte, vistoriam casas e lojas em um raio de 50 metros no entorno do viaduto. Os moradores que ainda estão na região foram retirados de suas casas na véspera, sábado (13/09), e puderam optar por hospedagem em hotéis pagos pela empresa Cowan, responsável pela construção do viaduto, e também podem requisitar hotéis para animais de estimação, caso os possuam.
O Ministério Público concordou com o cronograma de ações para a implosão, mas também defendeu a posição dos moradores sobre a preocupação com a segurança dos imóveis.
A implosão deve ser realizada rapidamente, levando poucos segundos. Depois, técnicos vão trabalhar na remoção dos escombros e liberação da Avenida Pedro I, inclusive com previsão de recapeamento do asfalto onde se fizer necessário. Este trabalho deve durar uma semana, e a expectativa é que o trânsito seja liberado na região no dia 21 de setembro.
Ainda ficou firmado que, caso algum requisito definido na audiência não fosse cumprido, a implosão seria adiada. Fábio Bruno esclareceu que este tipo de trabalho só pode ser realizado aos domingos, com o objetivo de minimizar o transtorno para a população vizinha.

sábado, 13 de setembro de 2014

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Racalque no mundo dos engenheiros

O que é recalque?

Recalque ou assentamento é um termo usado na engenharia ou construção civil para designar o fenômeno que ocorre quando há o rebaixamento de uma edificação, devido ao solo do local e quando se gera esforços demais não previstos. Ele é a principal causa de rachaduras e trincas nos edifícios. Um exemplo de recalque é a Torre de Pisa, localizada na Itália, outro exemplo bem comum de recalque são os prédios da orla de Santos – SP – Brasil.
Há diversos tipos de recalque que variam de acordo com alguns fatores, como o solo (argila).  O mais conhecido é o recalque diferencial que é quando uma edificação rebaixa apenas um dos lados como a Torre de Pisa, além desse existem outros tipos como recalque total, admissível, inicial e etc.
O recalque pode causar diversos problemas tais como os danos estruturais (que comprometem a estrutura do edifício), arquitetônicos (danos associados a estética da edificação)  e funcionais (função de algo, por exemplo porta emperrada).
O recalque geralmente é causado pelos seguintes fatores: solo, imprevisto no projeto e na execução, rebaixamento do lençol freático, solos colapsáveis, escavação em áreas próximas a edificação, vibrações e escavação de túneis.
Para evitar o recalque, a realização do projeto deve ser feita cuidadosamente.  Além do estudo do solo, as fundações vizinhas também devem ser consideradas entre outros fatores.